Rinoplastia: Pele grossa e pele fina

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Qual a influência do tipo de pele para a rinoplastia?

Assim como todas as nossas características físicas, a forma e aparência do nariz estão bastante ligadas a fatores genéticos. No entanto o nariz pode ser alterado por fatores externos como traumas por acidentes ou cirurgias.

Existem vários tipos diferentes de nariz, essa pluralidade pode ser vista principalmente aqui no Brasil, devido a grande mistura de povos que forma nossa população. É possível ver os tipos arrebitado ou fino, asiático ou curto, negroide, romano e adunco, com origem europeia, africana, árabes, oriental e outras.

Apesar de suas diferenças, todos esses tipos podem ser alterados pela cirurgia de rinoplastia. A rinoplastia objetiva tornar o tamanho e também o formato do nariz mais proporcional e harmônico aos demais traços do rosto.

Outra importante característica do paciente que pauta a realização da rinoplastia e suas técnicas que também está relacionada aos tipos de nariz é o tipo de pele. A pele do nariz pode ser fina ou grossa.

A rinoplastia em pacientes com a pele fina possui resultado mais precoce. No pós-operatório o paciente apresenta menor edema, ou seja,o inchaço é menor. O resultado nesse caso é visível mais precocemente, mas em contrapartida podem aparecer as irregularidades, o que não acontece na rinoplastia dos pacientes de pele mais espessa ou grossa.

Os pacientes de pele grossa em contrapartida apresentam no pós-cirúrgico edema muito maior, mais persistente. O resultado da rinoplastia pode demorar muito para aparecer, geralmente até 24 meses em pele grossa.

A pele grossa é um fator que limita o resultado da cirurgia, quanto mais espessa a pele, menor será a sua retração, o oposto ocorre para a pele mais fina. É possível comparar o trabalho do cirurgião plástico na cirurgia de rinoplastia a uma escultura. Quando cobrimos uma escultura com tecidos como algodão com lycra, seda ou elastano, ainda mostramos a escultura sob o tecido, isso é uma pele fina.

Quando pegamos a mesma escultura e a cobrimos com um tecido como o veludo, já não é possível ter definição da escultura. O lado ruim da pele fina é que ela mostra pequenas irregularidades no futuro. A pele fina mostra muito o arcabouço ósseo e cartilaginoso, assim como as suas transições.

Isso também é um fator de risco em longo prazo. Na pele fina se visualiza muito o esqueleto nasal propriamente dito, enquanto que na pele grossa isso fica camuflado. Muitas vezes, para prevenir esse quadro tardio de esqueletização nos pacientes de pele fina é feita uma técnica denominada camuflagem.

Essa técnica pode ser feita com faceá temporal ou como é mais utilizado atualmente, enxertos de gordura, que proporcionam fatores de crescimento e dão volume. Assim consegue-se melhorar muito a espessura da pele e o resultado na rinoplastia.

Os procedimentos para a realização das cirurgias plásticas evoluíram bastante ao longo dos anos, assim como o grau de conhecimento dos cirurgiões plásticos. As expectativas do paciente devem ser claramente alinhadas com as possibilidades cirúrgicas para a maior eficiência da cirurgia. Portanto, é sempre válido ressaltar a importância de procurar, no caso de rinoplastia, um cirurgião plástico especialista em rinoplastia, com grande experiência na área. Isso proporciona ao paciente mais tranquilidade e confiança nos resultados.

Você se interessa pela cirurgia de rinoplastia?

O Dr. Iran Sanches é especialista em rinoplastia, com experiência de muitos anos em cirurgia plástica e foco em rinoplastia.

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Cirurgias Faciais, Cirurgias Corporais e Procedimentos Estéticos - Dr. Iran Sanches

CRM – 64705
Cirurgia Geral RQE – nº 13043
Cirurgia Plastica RQE –  nº 13401

Especialista em Rinoplastia e Cirurgia Plástica
Formado em Medicina em 1987 pela Universidade Federal do Paraná, concluiu residência de Cirurgia Geral credenciada e reconhecida pelo MEC em 1989 e em Cirurgia Plástica em 1992, reconhecida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Já em 1992 foi aprovado em exames de provas e de curriculum, tendo recebido Título de Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, registrado pelo CREMESP, e pelo Conselho Federal de Medicina.

Em 1996 realizou curso de Cirurgia Plástica na New York University e no Manhattan Eye, Ear & Throat Hospital.
Em 2003 cursos no Mount Vernon Hospital, Northwood e no St. Thomas Hospital em Londres. Em 2012 no Lenox Hill Hospital em NY fellowship em cirurgia facial e foco em rinoplastia. Complementação da formação no Langone Medical Center da New York University.

Em 2016 ascensão a Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com a apresentação do trabalho “Rinoplastia: Uma análise retrospectiva”. Esse trabalho científico é baseado na análise de 775 pacientes submetidos a Rinoplastia, entre 1993 e 2015, revelando importantes aspectos dessa casuística.

Anatomista convidado para ministrar vários cursos no MARC (Miami Anatomical Research Center) em anatomia associada a cirurgia facial e procedimentos faciais minimamente invasivos.

Participando com frequência de congressos científicos nacionais e internacionais, se mantem sempre atualizado com as últimas técnicas e procedimentos em Cirurgia Plástica, para proporcionar o melhor tratamento aos pacientes, sempre dentro de altos critérios ético-científicos.