Depois de quantos anos preciso trocar minha prótese de silicone? Confira o texto e saiba mais!
A colocação de prótese de silicone é uma das cirurgias plásticas mais realizadas no Brasil e no mundo. Seja para fins estéticos, reconstrutivos ou para recuperar a autoestima após eventos como a gestação, o emagrecimento acentuado ou a mastectomia, muitas pacientes têm uma dúvida central: depois de quantos anos preciso trocar minha prótese de silicone?
Essa é uma pergunta extremamente comum em consultórios e também nas buscas online. E a resposta, embora simples à primeira vista, envolve vários fatores importantes, como o tipo da prótese, a evolução da tecnologia, o acompanhamento médico e as mudanças naturais do corpo ao longo do tempo.
Depois de quantos anos preciso trocar minha prótese de silicone?
Antes de decidir pela colocação de próteses mamárias ou mesmo ao perceber que já convive com implantes há alguns anos, é natural que surjam inseguranças e questionamentos sobre a durabilidade do silicone, os riscos a longo prazo e a necessidade de uma nova cirurgia no futuro. Muitas mulheres relatam ansiedade ao pensar se precisarão passar novamente por um centro cirúrgico, se o corpo aceitará bem uma nova intervenção ou se os resultados estéticos continuarão agradando com o passar do tempo.
Além disso, a grande quantidade de informações disponíveis na internet, nem sempre claras ou atualizadas, pode gerar confusão e medo desnecessário. Por isso, compreender como funcionam as próteses modernas, quais fatores realmente influenciam sua longevidade e em que situações a troca é recomendada é fundamental para tomar decisões conscientes, seguras e alinhadas com seus objetivos pessoais, sempre com base em orientação médica especializada e acompanhamento regular ao longo dos anos.
Durante muitos anos, difundiu-se a ideia de que a prótese de silicone deveria ser trocada obrigatoriamente a cada 10 anos. Essa informação ainda aparece em diversas fontes, mas não é uma regra absoluta nos dias atuais.
Com o avanço da tecnologia, as próteses modernas são fabricadas com materiais mais resistentes, gel coesivo de alta qualidade e invólucros mais duráveis. Por isso, não existe hoje um prazo obrigatório e universal para a troca, desde que a paciente esteja sem sintomas, os exames de imagem estejam normais, o formato das mamas esteja satisfatório e não haja complicações.
Em muitos casos, a prótese pode permanecer por mais de 10, 15 ou até 20 anos, desde que acompanhada adequadamente.
Por que antes se falava tanto em trocar com 10 anos?
A recomendação antiga surgiu porque as primeiras gerações de implantes tinham maior risco de ruptura, vazamento e alterações no formato ao longo do tempo. Além disso, os métodos de diagnóstico eram menos precisos.
Hoje, com ultrassonografia mamária de alta resolução, ressonância magnética, materiais mais modernos e processos industriais mais rigorosos, é possível acompanhar a integridade da prótese com muito mais segurança e precisão, evitando trocas desnecessárias.
O que são as próteses de silicone atuais?
As próteses modernas geralmente utilizam gel de silicone coesivo, também conhecido como gel em forma sólida. Isso significa que, mesmo em caso de ruptura do invólucro, o conteúdo tende a não se espalhar pelo organismo.
Elas também possuem camadas múltiplas de proteção e superfícies que podem ser lisas, texturizadas ou de poliuretano, dependendo da indicação médica. Essas características aumentam significativamente a durabilidade e a segurança dos implantes.
Quando a troca da prótese de silicone é indicada?
Embora não exista um prazo fixo para todas as pacientes, há situações claras em que a cirurgia de troca se torna necessária.
Ruptura da prótese
A ruptura pode ocorrer por desgaste do material, traumas diretos, compressões intensas ou envelhecimento natural do implante. Muitas vezes, especialmente nas próteses modernas, a ruptura é silenciosa e não causa dor imediata, sendo detectada apenas em exames de imagem.
Quando confirmada, a troca costuma ser indicada.
Contratura capsular
Após a colocação da prótese, o organismo forma naturalmente uma cápsula de tecido ao redor dela. Em alguns casos, essa cápsula se torna espessa e rígida, comprimindo o implante. Isso pode causar endurecimento da mama, dor, alteração no formato, assimetria e sensação de pressão.
Dependendo do grau, a contratura capsular exige tratamento cirúrgico, que pode incluir a troca da prótese.

Alterações estéticas ao longo dos anos
Mesmo que a prótese esteja intacta, o corpo muda com o tempo. Gravidez, amamentação, variações de peso, envelhecimento da pele e flacidez podem modificar a aparência das mamas.
Nesses casos, algumas pacientes optam por trocar a prótese para ajustar o volume, mudar o formato, corrigir a queda das mamas associando mastopexia ou atualizar para modelos mais modernos.
Infecção ou inflamações persistentes
Embora raras, infecções tardias podem ocorrer e exigir a retirada temporária ou definitiva do implante, com posterior reavaliação para nova colocação.
Desejo pessoal da paciente
Algumas mulheres simplesmente mudam de preferência estética ao longo da vida. O que parecia ideal aos 30 anos pode não ser aos 45. Reduzir, aumentar ou modificar o perfil da prótese é algo bastante comum em cirurgias de revisão.
Quais exames ajudam a avaliar se a prótese está em boas condições?
O acompanhamento regular é essencial para quem tem implantes mamários. Os exames mais utilizados são ultrassonografia das mamas, ressonância magnética e mamografia quando indicada, com técnica específica.
A ressonância magnética é considerada o exame mais sensível para detectar rupturas silenciosas. De modo geral, muitos especialistas recomendam iniciar exames de imagem periódicos alguns anos após a cirurgia e mantê-los conforme orientação individualizada.
Se a prótese não apresenta problemas, posso ficar com ela para sempre?
Em teoria, sim, desde que não existam complicações, que os exames estejam normais e que a paciente esteja satisfeita com o aspecto das mamas.
Entretanto, é importante compreender que as próteses não são dispositivos vitalícios garantidos. Como qualquer material implantável no corpo humano, elas estão sujeitas ao desgaste ao longo do tempo.
Por isso, o mais importante não é contar os anos, mas sim manter consultas periódicas, realizar exames de controle, observar alterações no corpo e procurar o cirurgião ao notar qualquer mudança.
Quais sinais podem indicar a necessidade de avaliação médica?
Procure seu cirurgião plástico se perceber endurecimento de uma ou ambas as mamas, dor persistente, mudança repentina no formato, assimetria nova, inchaço, vermelhidão, ondulações visíveis, sensação de estalo após trauma ou desconforto progressivo.
Nem sempre esses sinais significam ruptura, mas exigem investigação.
A idade da paciente influencia na troca da prótese?
Sim, indiretamente. Com o passar dos anos, ocorre perda natural de elasticidade da pele, alteração da glândula mamária e redistribuição de gordura corporal. Mesmo com a prótese intacta, essas mudanças podem impactar o resultado estético.
Mudanças hormonais, como a menopausa, também influenciam o tecido mamário. Em alguns casos, a troca da prótese é combinada com lifting das mamas para restaurar firmeza e posição.
Mitos comuns sobre próteses de silicone
“Toda prótese precisa ser trocada com 10 anos”
Mito. Não é uma regra obrigatória. A troca depende das condições clínicas e dos exames.
“Se não dói, está tudo certo”
Nem sempre. Muitas rupturas são silenciosas e só aparecem em exames.
“Não preciso fazer exames porque me sinto bem”
Mito perigoso. O acompanhamento é fundamental, mesmo sem sintomas.
Como é a cirurgia de troca da prótese de silicone?
A cirurgia pode variar bastante conforme o motivo da troca. Em alguns casos, apenas o implante é substituído. Em outros, pode ser necessário remover a cápsula ao redor da prótese, reposicionar o implante, realizar mastopexia, ajustar o bolso cirúrgico ou escolher próteses de tamanho diferente.
O tempo de recuperação também depende da complexidade do procedimento, mas costuma ser semelhante ao da cirurgia inicial.
A importância do acompanhamento com cirurgião plástico
Mais importante do que saber em quantos anos trocar a prótese é entender que o acompanhamento regular com um cirurgião plástico qualificado é indispensável.
Somente um profissional especializado pode avaliar clinicamente as mamas, solicitar os exames adequados, interpretar os resultados, orientar sobre a real necessidade de troca e indicar o melhor momento para uma cirurgia de revisão.
Evite decisões baseadas apenas em informações da internet. Cada paciente tem uma história, um corpo e necessidades específicas.
Considerações finais
A resposta para a pergunta “depois de quantos anos preciso trocar minha prótese de silicone?” é: não existe um número fixo para todas as mulheres. As próteses modernas são duráveis e seguras, mas exigem acompanhamento médico ao longo da vida.
A troca pode ser necessária em casos de ruptura, contratura capsular, alterações estéticas importantes, infecções ou simplesmente por desejo pessoal. Em outros casos, a paciente pode permanecer muitos anos com o mesmo implante sem qualquer problema, desde que faça exames periódicos e consultas regulares.
Se você tem ou pretende colocar prótese de silicone, informe-se bem, escolha um cirurgião plástico de confiança e mantenha um acompanhamento contínuo. Esse é o melhor caminho para preservar sua saúde, sua segurança e a sua satisfação com os resultados ao longo do tempo.
Confira também esse conteúdo: https://www.iransanches.com.br/como-tomar-banho-apos-colocar-silicone/
O Dr. Iran Sanches é titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) Confira aqui: https://www.cirurgiaplastica.org.br/ e possui experiência de muitos anos em cirurgia plástica. Especialista em Rinoplastia, Blefaroplastia, Brow Lift, Facelift, cirurgia facial e cirurgia corporal, mas principalmente o Dr. Iran é especialista em elevar a autoestima dos pacientes.
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